Bom! Porque esse título? Afinal, para falar de educação, é imprescindível falar das teorias do currículo. Assim como, definição da palavra que vem do latim (curriculum-"pista de corrida").
Nos anos 20 o aluno era visto como um produto fabril , e hoje? Será que depois de tantas mudanças na educação e na sociedade, o aluno deixou de ser um produto e passou a ocupar um lugar de maior valia?
As teorias do currículo procuram justificar a escolha de determinados conhecimentos e saberes. E pensar... que a aprendizagem acontece quando o indivíduo sente necessidade, respeitando-os como seres autônomos. Selecionar os saberes não é uma tarefa simples, porque é preciso analisar a identidade e não o futuro dos indivíduos. As teorias tradicionais ao aceitarem os conhecimentos e os saberes dos dominantes, acabaram se concentrando em questões técnicas, de organização, se perguntando "o que". Enquanto as teorias críticas e pós-críticas ao considerar as conexões entre saber, identidade e poder, a questão central é "porque", junto com a ênfase dos conceitos de ideologia e poder.
Hoje o aluno não é o centro da ação social. Ele não pensa, fala e produz: ele é pensado, falado e produzido. Para discutir e elaborar o currículo, é preciso ter condições físicas, mentais e emocionais para "percorrer a pista".
Referências: Silva, Tomaz Tadeu da
Documentos de identidade; uma introdução às teorias do currículo- Belo Horizonte: Autêntica, 1999.



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