segunda-feira, 16 de maio de 2011

AFINAL, QUAL O PAPEL DA ÁREA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NO ENSINO FUNDAMENTAL?




  Após longas discussões garantiu-se a permanência de Língua Estrangeira no currículo, a partir da quinta série. E afinal, na Lei de Diretrizes e Bases fixou-se a critério da comunidade a escolha da língua.
    A aprendizagem de Língua Estrangeira contribui para o processo educacional como um todo. Colabora em múltiplos aspectos, como, percepção da natureza da linguagem, aumenta a compreensão de como a linguagem funciona, desenvolve maior consciência do funcionamento da própria língua materna, promove uma apreciação dos costumes e valores de outras culturas, facilita a aceitação das diferentes maneiras de expressão e de comportamento, amplia as possibilidades de se agir discursivamente no mundo. Além de conjugar com as demais disciplinas para agir no mundo social.
    Hoje se faz necessário reconhecer a participação de cada sociedade dentro de um sistema econômico global, onde a escolha da língua estrangeira entra como fator importante no acesso à sociedade da informação, ao mundo acadêmico, ao mundo dos negócios e da tecnologia. Onde promove as relações políticas e comerciais, o progresso e o desenvolvimento. Ao mesmo tempo pode afetar as relações entre grupos diferentes em um país, como também aumentar as diferenças. Mas, cabe aqui lembrar os conceitos de Paulo Freire, da educação como força libertadora em termos culturais como profissionais, e de uma tomada de consciência crítica da lingüística como libertação.
    Contudo, existe uma preocupação da dominação do inglês como segunda língua em decorrência da cultura popular e das relações acadêmicas internacionais, pois o coloca como língua do poder econômico e dos interesses de classes, sendo uma ameaça para as outras línguas de menos prestígio na sociedade. Entretanto, há de se evitar teorias totalizantes de reprodução social e cultural, como visões de uma sociedade consumista global veiculada por uma língua hegemônica como o inglês. Que influenciaria na manutenção do status quo ao invés de cooperar para a transformação do mundo. Assim, como também contribuir para a valorização da educação e da cultura das línguas. E considerando o significado econômico e geopolítico em um determinado momento histórico, se justifica o ensino do espanhol e do inglês.

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