sexta-feira, 24 de junho de 2011

VOCÊ ENSINA, LOGO EXISTE.


Avaliar é uma faca de dois gumes, não apenas na educação, mas em todos os instantes de nossas vidas. Avaliamos, colocamos notas num processo de conhecer o outro, como também, pode ser um instrumento de seleção ou exclusão.
Na educação as consequências podem causar danos irreparáveis, como podem trazer estímulo à alcançar grandes objetivos. Quando se trata de interessar-se pela prática formativa da pessoa, o desejo é transformar a avaliação em um instrumento para que todos adquiram saber, e que deem continuidades após deixarem a escola. Assim, ela deve constituir uma oportunidade real de demostrar o que o sujeito sabe e como sabem. Desta maneira se faz necessário conhecer quais os procedimentos,  técnicas, métodos ou recursos  entre as disponíveis, para se conscientizar do que é uma boa aprendizagem e uma boa avaliação. Uma visão lucida e crítica de si é incontentável uma prova de solidez. A avaliação deve dar a capacidade aos alunos a se interrogarem, a se questionarem, ela deve ser uma avaliação-valorização.


A seguir um documentário francês, visando ilustrar esse tema: 

TRADUÇÃO:

Avaliando diferentemente.
Você ensina
Logo existe.
Você conhece essa curva?
Ela é a distribuição das alturas de seus alunos.
Essa curva lhe diz alguma coisa?
É a distribuição das notas de uma prova objetiva do começo do ano.
O que você tem a dizer dos alunos mais fracos? 
Permanecem fracos mesmos se vão à escola?
"Os resultados escolares devem logicamente ser paralelos às potencialidades dos sujeitos, concluímos que a distribuição das notas acontecem também segundo uma curva (normal)".(De Handsheere, 1976.
E se os professores dispusessem de instrumentos que permitisse melhorar seu ensino e aprendizagem individual ao invés de instrumentos que valorizam as diferenças individuais...
E se esses instrumentos já existissem? Mas, se eles demandassem práticas de avaliação... você os utilizaria?
E se nossa visão fosse uma outra forma de curva?
"Dentro de um paradigma de aprendizagem, as duas funções da avaliação são: ajudar a aprendizagem (contínua) e o reconhecimento de aquisição". ( Durand et Chouinard, 2006)
E se a avaliação sustentasse a aprendizagem e permitisse que cada aluno se desenvolvesse sem ser constantemente comparado ao grupo...
Quando foi sua última avaliação para verificar o nível de aprendizagem de seus alunos, ou para verificar seu próprio ensino?




Referências:
http://www.iteco.be/Pour-une-evaluation-valorisation
Mendes, J.M.A. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Porto Alegre: Artined Editora. 2002.


Évaluer différemment

terça-feira, 21 de junho de 2011

Novas Didáticas: Possibilidades de mudança.


A didática é a ciências que estuda as relações entre o objeto de estudo, o aluno e o professor, e ajuda a ensinar melhor cada um dos conteúdos escolares. As novas didáticas é o resultado de uma crítica das didáticas tradicionais, é a possibilidade a todos aqueles que não estão contentes com as formas clássicas do ensino e do trabalho escolar. Infelizmente as novas didáticas se trabalham pouco na formação de professores nas universidades e seu conhecimento deveria ser a verdadeira matéria-prima do trabalho do professor. Uns dos problemas da formação dos profissionais de educação é a questão da relação entre a teoria-prática. Estas não são objetos de preocupações só dos educadores. Contudo a relação teoria-prática, nos problemas e contradições da sociedade capitalista, privilegia a separação entre teoria e prática.
Novas didáticas no plural, porque não apenas o jeito de ensinar Geografia é diferente do de ensinar História, mas porque dentro da própria disciplina há formas mais eficientes de trabalhar cada conteúdo. As novas concepções de didáticas se fundamentam na memória social e cultural construídas pelas dimensões da história individual e social no qual a oralidade/diálogo é um instrumento de valorização.  A proposta das novas didáticas é vivenciar uma textualidade que fuja da oficial, que busque no alternativo uma relação diferente do professor/aluno, que problematizasse juntos a sua condição existencial, se valorizando mutuamente como sujeitos de sua destinação histórica.
Se na defesa das didáticas tradicionais citarmos que diante de novas estratégias os alunos detestam tarefas abertas, não aceitam as distribuições de tarefas (no lugar do professor), ou se recusam a inventar uma história no descrever um polígono ou não conseguem ser criativos, ou muitas vezes encontram dificuldades em compreender uma nova proposta; talvez porque estejam sempre sucumbidos às tarefas repetitivas e sem originalidade. Suponhamos, que no lugar de aprender matemática, química, física, geometria, história, geografia... Sentados diante de um quadro cheio de fórmulas, decorebas, de maneira tradicional; os alunos pudessem vivenciar a experiência dessa turma de 5ª série, de uma escola Waldorf no Chile. 
A Escola Giordano Bruno expõe em seu pátio a construção da casa (foto) construída por seus alunos. O objetivo centrado na aprendizagem da geometria, as formas planejadas sobre um plano. Na física, as inclinações da escada. Na geografia, a localização ideal da posição da construção. Em ciências, a composição do solo. A manufatura dos tijolos em barro e palha entra perfeitamente na educação física. Na química, a composição da argila, sua aglomeração e ponto de ligamento. Quanto às aulas de artes, são ocupadas em definir a forma (dentro do conceito de uma arquitetura orgânica) e as cores da casa. A matemática auxilia na contagem de tijolos, nos cálculos das paredes, altura e distâncias necessárias. 
Aqui temos um exemplo onde a teoria e a prática dialogam. E o professor, sendo responsável em provocar e facilitar a reconstrução do conhecimento, também participa na construção, não só da obra como também do processo de aprendizagem. Assim, o professor deveria conhecer as “estratégias dos alunos” quanto ao resistir a uma nova didática e colaborar com as possibilidades de mudança. Afinal, segundo as palavras de Dewey "ninguém é capaz de pensar em alguma coisa sem experiência e informação sobre ela", se queremos "pensar" sobre alguma coisa, temos de ter a experiência e a informação sobre ela.

        Fotos de autoria (Márcia Bioni).

            Referências:
http://www.webartigos.com/articles/25388/1/Rumo-a-uma-Nova-                                           Didatica/pagina1.html#ixzz1PwS9xQsu
Práticas Pedagógicas, profissão docente e formação- Perspectivas Sociológicas. Perrenoud, P.





quinta-feira, 9 de junho de 2011

Você pediu um exemplo de TRANSDISCIPLINARIDADE? A PEDAGOGIA WALDORF


Termo originalmente criado por Piaget, que no I seminário Internacional sobre pluri e interdisciplinaridade, realizado na Universidade de Nice, em 1970. Procura uma interação máxima entre as disciplinas, porém respeitando suas individualidades, onde cada uma colabora para uma saber comum, o mais completo possível, sem transformá-las em uma única disciplina. A transdisciplinaridade não significa apenas que as disciplinas colaboram entre si, mas significa também que existe um pensamento organizador que ultrapassa as próprias disciplinas. Esse pensamento, aqui exemplificado, é a Pedagogia Waldorf.


Pedagogia Waldorf   Uma nova visão na área da educação
                                  Admiração pela antiga civilização grega
                                  Novas formas para a humanidade

Espírito criador - não religioso, não político
                           - o ativo
                           -o criador

Qual é o objetivo ou propósito da educação?
R: Formar cidadãos adeptos, fiéis ou partidários de determinada orientação.

O Professor:  Eu como adulto, como professor, tenho de fazer à frente de uma criança que, através do nascimento, entra no mundo, para que ela possa realizar tudo o que trás consigo como faculdades inatas e que determinarão seu destino?

Aspectos da alma      O querer (a vontade)
                                   O sentir (a sensibilidade)
                                   O pensar (o pensamento)

EDUCAR >Conceber o ser humano em sua integridade    CORPO
                                                                                          ALMA
                                                                                          ESPÍRITO    

COMO APRENDEM é mais importante>influi por toda vida    

O social, a família, o professor > destino (primeira manifestação do espírito)
O professor<destino>aluno
           O aluno transformar o entusiasmo pelo brinquedo
     o entusiasmo pelo estudo
     o prazer na brincadeira pelo prazer na aprendizagem                             

A aula=obra de arte: tensão, inquietude, relaxamento, clímax, prólogo, epílogo.

A Antroposofia, do grego "conhecimento do ser humano", introduzida no início do século XX pelo austríaco Rudolf Steiner, pode ser caracterizada como um método de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que amplia o conhecimento obtido pelo método científico convencional, bem como a sua aplicação em praticamente todas as áreas da vida humana. O índice da home page deste site (em
www.sab.org.br) dá uma idéia dessas áreas e da abrangência da Antroposofia.

Los Caracoles, Pedagogía Waldorf / parte I