Avaliar é uma faca de dois gumes, não apenas na educação, mas em todos os instantes de nossas vidas. Avaliamos, colocamos notas num processo de conhecer o outro, como também, pode ser um instrumento de seleção ou exclusão.
Na educação as consequências podem causar danos irreparáveis, como podem trazer estímulo à alcançar grandes objetivos. Quando se trata de interessar-se pela prática formativa da pessoa, o desejo é transformar a avaliação em um instrumento para que todos adquiram saber, e que deem continuidades após deixarem a escola. Assim, ela deve constituir uma oportunidade real de demostrar o que o sujeito sabe e como sabem. Desta maneira se faz necessário conhecer quais os procedimentos, técnicas, métodos ou recursos entre as disponíveis, para se conscientizar do que é uma boa aprendizagem e uma boa avaliação. Uma visão lucida e crítica de si é incontentável uma prova de solidez. A avaliação deve dar a capacidade aos alunos a se interrogarem, a se questionarem, ela deve ser uma avaliação-valorização.
TRADUÇÃO:
Avaliando diferentemente.
Você ensina
Logo existe.
Você conhece essa curva?
Ela é a distribuição das alturas de seus alunos.
Essa curva lhe diz alguma coisa?
É a distribuição das notas de uma prova objetiva do começo do ano.
O que você tem a dizer dos alunos mais fracos?
Permanecem fracos mesmos se vão à escola?
"Os resultados escolares devem logicamente ser paralelos às potencialidades dos sujeitos, concluímos que a distribuição das notas acontecem também segundo uma curva (normal)".(De Handsheere, 1976.
E se os professores dispusessem de instrumentos que permitisse melhorar seu ensino e aprendizagem individual ao invés de instrumentos que valorizam as diferenças individuais...
E se esses instrumentos já existissem? Mas, se eles demandassem práticas de avaliação... você os utilizaria?
E se nossa visão fosse uma outra forma de curva?
"Dentro de um paradigma de aprendizagem, as duas funções da avaliação são: ajudar a aprendizagem (contínua) e o reconhecimento de aquisição". ( Durand et Chouinard, 2006)
E se a avaliação sustentasse a aprendizagem e permitisse que cada aluno se desenvolvesse sem ser constantemente comparado ao grupo...
Quando foi sua última avaliação para verificar o nível de aprendizagem de seus alunos, ou para verificar seu próprio ensino?
Referências:
http://www.iteco.be/Pour-une-evaluation-valorisation
Mendes, J.M.A. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Porto Alegre: Artined Editora. 2002.
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