A didática é a ciências que estuda as relações entre o objeto de estudo, o aluno e o professor, e ajuda a ensinar melhor cada um dos conteúdos escolares. As novas didáticas é o resultado de uma crítica das didáticas tradicionais, é a possibilidade a todos aqueles que não estão contentes com as formas clássicas do ensino e do trabalho escolar. Infelizmente as novas didáticas se trabalham pouco na formação de professores nas universidades e seu conhecimento deveria ser a verdadeira matéria-prima do trabalho do professor. Uns dos problemas da formação dos profissionais de educação é a questão da relação entre a teoria-prática. Estas não são objetos de preocupações só dos educadores. Contudo a relação teoria-prática, nos problemas e contradições da sociedade capitalista, privilegia a separação entre teoria e prática.
Novas didáticas no plural, porque não apenas o jeito de ensinar Geografia é diferente do de ensinar História, mas porque dentro da própria disciplina há formas mais eficientes de trabalhar cada conteúdo. As novas concepções de didáticas se fundamentam na memória social e cultural construídas pelas dimensões da história individual e social no qual a oralidade/diálogo é um instrumento de valorização. A proposta das novas didáticas é vivenciar uma textualidade que fuja da oficial, que busque no alternativo uma relação diferente do professor/aluno, que problematizasse juntos a sua condição existencial, se valorizando mutuamente como sujeitos de sua destinação histórica.
Se na defesa das didáticas tradicionais citarmos que diante de novas estratégias os alunos detestam tarefas abertas, não aceitam as distribuições de tarefas (no lugar do professor), ou se recusam a inventar uma história no descrever um polígono ou não conseguem ser criativos, ou muitas vezes encontram dificuldades em compreender uma nova proposta; talvez porque estejam sempre sucumbidos às tarefas repetitivas e sem originalidade. Suponhamos, que no lugar de aprender matemática, química, física, geometria, história, geografia... Sentados diante de um quadro cheio de fórmulas, decorebas, de maneira tradicional; os alunos pudessem vivenciar a experiência dessa turma de 5ª série, de uma escola Waldorf no Chile.
A Escola Giordano Bruno expõe em seu pátio a construção da casa (foto) construída por seus alunos. O objetivo centrado na aprendizagem da geometria, as formas planejadas sobre um plano. Na física, as inclinações da escada. Na geografia, a localização ideal da posição da construção. Em ciências, a composição do solo. A manufatura dos tijolos em barro e palha entra perfeitamente na educação física. Na química, a composição da argila, sua aglomeração e ponto de ligamento. Quanto às aulas de artes, são ocupadas em definir a forma (dentro do conceito de uma arquitetura orgânica) e as cores da casa. A matemática auxilia na contagem de tijolos, nos cálculos das paredes, altura e distâncias necessárias.
Aqui temos um exemplo onde a teoria e a prática dialogam. E o professor, sendo responsável em provocar e facilitar a reconstrução do conhecimento, também participa na construção, não só da obra como também do processo de aprendizagem. Assim, o professor deveria conhecer as “estratégias dos alunos” quanto ao resistir a uma nova didática e colaborar com as possibilidades de mudança. Afinal, segundo as palavras de Dewey "ninguém é capaz de pensar em alguma coisa sem experiência e informação sobre ela", se queremos "pensar" sobre alguma coisa, temos de ter a experiência e a informação sobre ela.
Fotos de autoria (Márcia Bioni).
Referências:
http://www.webartigos.com/articles/25388/1/Rumo-a-uma-Nova- Didatica/pagina1.html#ixzz1PwS9xQsu
Práticas Pedagógicas, profissão docente e formação- Perspectivas Sociológicas. Perrenoud, P.

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