quinta-feira, 26 de maio de 2011

Procurando um caminho para o ensino-aprendizagem/ LÍNGUA FRANCESA

Na postagem anterior foi inserida uma animação musical para ilustrar o texto a seguir.  Inclusive, outros, que se encontram características culturais do povo francês, estereótipos bem divertidos dos costumes e personagens célebres da França.
Em busca de um caminho para solucionar as dificuldades encontradas no ensino de língua estrangeira, no caso a língua francesa em escolas públicas no Brasil; e na tentativa de impulsionar a valorização desta, foi realizado um trabalho em uma escola que se prontificou a formação prazerosa dos conceitos de ensino e cultura francesa.
O primeiro passo foi reconhecer a qualidades e valia enquanto instrumentos de aprendizado cultural e social, dando ênfase à cultura francófona. E através de palestras, aspectos da civilização foram mostrados a França como berço das artes. E mais, dos “galicismos” presentes no vocabulário da língua portuguesa e realizado pesquisas históricas francesa no sul do país. Foram trabalhados recortes sociais das influências dessa cultura em nossa sociedade, sempre paralelo aos fatos reais da vida escolar. Como, por exemplo, o cardápio da merenda e aulas semanais em sala de aula ilustradas aos pais em forma de coral, teatro, cartazes... Conciliando conceitos didáticos no ensino da língua estrangeira.
Afinal, concluiu-se que as dificuldades encontradas a princípio foram superadas. A língua francesa vista como uma língua inferior, em relação à língua inglesa, sem lugar no universo escolar, está viva e merece ser valorizada dentro de um contexto cultura. O trabalho cumpriu seu objetivo e trouxe uma nova realidade para o ensino de línguas estrangeiras.

Referência: Schneider, Jefferson da Silva. Licenciando em Letras( Português- Francês) pela FURGS.
Francês Língua Estrangeira: Formação e ação na busca de motivar o ensino de L.E.


                                                                                                                http://youtu.be/fdIxB_JZYfA




Cliché (versión francesa) subtitulado en español

quinta-feira, 19 de maio de 2011

les petits poissons

Palavras chaves: Aprendizagem, música, língua estrangeira.



      Na possibilidade de divulgar a música como colaboradora no ensino/aprendizagem de línguas, justifico que com a mesma facilidade que os jovens aprendem uma língua estrangeira, eles esquecem. Com exceção das canções.
       A música auxilia muito no desenvolvimento da fala. Na infância o balbuciar musical, em seguida o “maternês” utilizado pelos pais, linguagem afetiva e emotiva.  Inclusive as canções substituem as necessidades afetivas dos jovens e adultos.
    Segundo Piaget (1923) o cantar é como uma linguagem egocêntrica, na qual as crianças conversam, com um pequeno interesse para o destinatário, que por sua vez vai repetir. Para Krashem (1985) essa repetição involuntária pode ser a manifestação do “processo de aquisição da língua” de Chomsky, função do cérebro para nos habilitar à compreensão. Talvez por isso que as crianças aprendem as canções tão facilmente.
    As canções, por mais simples que sejam se encontra uma grande complexidade lexical, sintática e poética, úteis em sala de aula. Embora muitos professores discordem.
     Enfim, a música pode ser um recurso de grande valia no ensino/aprendizagem de línguas, pois auxilia a exteriorizar a linguagem do aluno, como também a motivar a aprendizagem.
 http://www.youtube.com/watch?v=ed8wmCXTHRo&feature=player_embedded

La chanson des voyelles

segunda-feira, 16 de maio de 2011

AFINAL, QUAL O PAPEL DA ÁREA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NO ENSINO FUNDAMENTAL?




  Após longas discussões garantiu-se a permanência de Língua Estrangeira no currículo, a partir da quinta série. E afinal, na Lei de Diretrizes e Bases fixou-se a critério da comunidade a escolha da língua.
    A aprendizagem de Língua Estrangeira contribui para o processo educacional como um todo. Colabora em múltiplos aspectos, como, percepção da natureza da linguagem, aumenta a compreensão de como a linguagem funciona, desenvolve maior consciência do funcionamento da própria língua materna, promove uma apreciação dos costumes e valores de outras culturas, facilita a aceitação das diferentes maneiras de expressão e de comportamento, amplia as possibilidades de se agir discursivamente no mundo. Além de conjugar com as demais disciplinas para agir no mundo social.
    Hoje se faz necessário reconhecer a participação de cada sociedade dentro de um sistema econômico global, onde a escolha da língua estrangeira entra como fator importante no acesso à sociedade da informação, ao mundo acadêmico, ao mundo dos negócios e da tecnologia. Onde promove as relações políticas e comerciais, o progresso e o desenvolvimento. Ao mesmo tempo pode afetar as relações entre grupos diferentes em um país, como também aumentar as diferenças. Mas, cabe aqui lembrar os conceitos de Paulo Freire, da educação como força libertadora em termos culturais como profissionais, e de uma tomada de consciência crítica da lingüística como libertação.
    Contudo, existe uma preocupação da dominação do inglês como segunda língua em decorrência da cultura popular e das relações acadêmicas internacionais, pois o coloca como língua do poder econômico e dos interesses de classes, sendo uma ameaça para as outras línguas de menos prestígio na sociedade. Entretanto, há de se evitar teorias totalizantes de reprodução social e cultural, como visões de uma sociedade consumista global veiculada por uma língua hegemônica como o inglês. Que influenciaria na manutenção do status quo ao invés de cooperar para a transformação do mundo. Assim, como também contribuir para a valorização da educação e da cultura das línguas. E considerando o significado econômico e geopolítico em um determinado momento histórico, se justifica o ensino do espanhol e do inglês.