segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Começando do começo

Quando um aluno inicia seu curso de francês – língua estrangeira ele talvez não tenha se dado conta de como a cultura de seu país foi influenciada pela da França. Por isso, em uma aula zero é essencial que o professor aproxime os dois países, pois desta forma, ocorrerá uma identificação que se reflete também na língua. Identificação que se transforma em motivação para a continuação do curso. Afinal a aula zero se trata mais de incentivos do que propriamente de conteúdos.
Uma aula para pessoas que nunca tiveram uma apresentação formal com a língua estrangeira estudada poderia começar com um pequeno curso de geografia no qual o professor explica resumidamente sobre a colonização francesa no Brasil e principalmente sobre os reflexos desta colonização. Por exemplo: nome de cidades, pratos típicos, costumes, pequenas histórias, etc.
Outra maneira de introduzir o francês na sala de aula é mostrando um pouco de como a cultura francesa foi importante para a filosofia, literatura, etc. Mas sempre fazendo relações com o país de origem dos alunos, para que se tracem ligações com o mundo que o estudante já conhece e desta maneira aproxime os mundos.
Uma atividade interessante para esta aula é a Tempestade Cerebral, neste jogo o professor coloca no quadro todas as palavras que os alunos ditarem. Essas palavras devem ser palavras em francês que os alunos conhecem.
A brincadeira pode continuar: o professor pode pedir para seus alunos escreverem frases com as palavras que estão no quadro completando a estrutura com o próprio português. É interessante que ele tenha um objetivo ao construir suas frases como uma conversa, mesmo que boba.
Ao ver um quadro cheio de palavras em língua estrangeira que já fazem parte do dia-a-dia e utilizando estas palavras para comunicar este estudante iniciante perceberá o quanto ele já sabe sobre a nova língua e isso dará subsídios para que ele continue interessado com as aulas que se seguirão.

domingo, 2 de outubro de 2011

AULA ZERO - CANTANDO E APRENDENDO.

Pensar em Aula Zero e não tirar um zero, é respirar fundo e se lançar, como tudo que fazemos na vida. A impressão de nunca estar preparado foi porque um dia com os sapatos de seus pais você resolveu brincar de barquinho dentro da banheira. A primeira felicidade foi alterada e você passou a ter que pensar muito antes de brincar novamente. Então, você resolve tampar o pátio da casa e transformá-lo num grande lago, antes que a chuva caia. Você nada... pesca.... mas esconde o pano de chão no porão.
Assim, escolhi essa simples canção para uma Aula zero, para crianças de 5 anos para um Núcleo Educacional Infantil da Rede Publica, onde pretendo iniciar meu estágio. 
A música é um elemento da natureza. O vento sopra, os pássaros cantam, as árvores balançam e nós balbuciamos. Não se trata do retorno das emoções de quando  um véu nos nossos olhos nos separava do mundo, é apenas um reloginho para despertar nossa alma. 
Para  trabalhar com a educação infantil, nem penso em mostrar esse vídeo. O som terá que sair de um instrumento suave, simples, onde as crianças possam  pegar no colo como um bebê e acariciá-lo como um gatinho. Esse instrumento é de simples confecção. Um bom marceneiro poderia produzir a baixo custo, eu mesma confeccionei o meu. O kântele (espécie de Harpa com 7 cordas, som bucólico, fácil aprendizagem).Kântele

É um antigo instrumento musical popular finlandês que recebeu afinação especial para o trabalho pedagógico e terapêutico. Seus sons harmoniosos e suaves, são próprios para a iniciação musical pois acompanham o canto, ajudam na afinação da voz, criam ambientes para histórias e acalentam crianças e adultos que vivenciem a sua sonoridade, música viva!
Na educação das crianças em idade escolar é utilizado também para desenvolver a atenção e a concentração, o ritmo, a coordenação motora fina, a tranquilidade interna e a educação auditiva. Ele é bastante indicado também para as mães e educadoras de crianças pequenas. Sua atuação benéfica para o adulto se reflete na criança pequena que está aos seus cuidados. Desta maneira, por meio da música cantada e tocada, cria-se uma atmosfera de amor, no lar ou na escola.
Para um bom rendimento da a turma, que normalmente é de vinte crianças, poderia ser dividida em duas, 10 alunos por aula.
O vídeo en anexo é apenas para ilustrar a Aula Zero, para que  vocês tenham uma ideia da simplicidade da música. Não tenho a intenção de apelar para videos em uma turma de pequenos, já não chega o hipnotismo diário da televisão. A  letra não será apresentado às criança, acredito que para uma aula de 30 minutos é possível que eles assimilem o ritmo após três ou quatro vezes cantada. Afinal, são três estrofes onde se repete o mesmo ritmo. Alguns gestos do movimento com os braços numa primeira vez possa reforças o tema. Para agilizar no acompanhamento é possivel uns reco-reco, instrumento de madeira, ou um simples chocalho, onde cada criança poderá acompanhar o professor com seu próprio instrumento.
Voilà, mes chaussures dans la baignoire!!!!






                                                           Dans la grande maison
Maman berce son bébé
Chut ! Chut ! Pas de bruit !
Le bébé s'est endormi

Dans la grande maison
Maman berce son bébé
Chut ! Chut ! Pas de bruit !
Le bébé s'est endormi

Dans la grande maison
Maman berce son bébé
Chut ! Chut ! Pas de bruit !
La maman s'est endormie
Interprètes : Arto et Albane (5 ans)

Vidéo : Mickaël Burdin
www.youtube.com/comptinesmaternelle

Bibliografia:


sábado, 1 de outubro de 2011

Aula zero

Olá, gostaria de compartilhar uma aula zero que fiz com alunos adultos do terceiro semestre de francês.
Como é o primeiro contato do grupo, pensei numa aula que saísse do esquema “apresentação professor e alunos” e que proporcionasse ao mesmo tempo uma leve revisão de conteúdos, uma troca e entrosamento entre colegas de turma, e um panorama do grupo. Assim, depois de nos apresentarmos e falarmos brevemente um pouco de nós, trabalhamos sobre o videoclipe da música “Aula de Francês” da cantora brasileira Tiê.
Antes de rodar o vídeo perguntei se conheciam a música e a cantora. Uma aluna e um aluno disseram que já tinham ouvido falar, então pedi que me ajudassem a apresentar brevemente a cantora.
Em seguida, assistimos ao videoclipe. Sem dar a letra da música, pedi aos alunos que prestassem mais atenção às imagens, à sequência que é mostrada, se era possível entender uma história a partir do vídeo.
 

 

Após assistirem uma vez, perguntei o que viram e anotei o que falavam no quadro, mesmo que fosse em português. Depois, vimos o que foi dito em português, escrevendo ao lado como poderíamos dizê-lo em francês (pedindo ajuda aos alunos). Surgiram frases mais ou menos assim:

C'est une femme.
Elle est dans un parc.
Les oiseaux cantando. → Les oiseaux chantent.
Elle est à la maison. → Elle est chez elle.
Elle a un gato. → Elle a un chat.
Elle est au café.
Elle rencontre un homme dans la rue.

Então pedi que assistissem novamente ao vídeo, procurando perceber se o vocabulário do quadro aparecia na letra cantada, e que anotassem qualquer outra palavra ou frase que escutassem. Perguntei se era necessário rodar uma terceira vez o vídeo, o que foi feito. E então pedi que, em duplas, compartilhassem suas anotações, que depois foram trazidas para o grande grupo e acrescentadas ao quadro. Com isso, buscamos entender um pouco mais da situação do vídeo em relação às palavras e frases encontradas.
Coloquei a letra da música no quadro, e assistimos ao clipe mais uma vez. Como o título da música indica, a letra é escrita por alguém que está aprendendo francês, por isso há mesmo alguns “erros”.
 
 
Aula de Francês
(Tiê)

Aujourd'hui j'ai fais une chanson,
ça c'est très elegant,
un oiseau, como se diz?
Est entré par la fenetrê e parou.
J'appelle pour mon chat:
ou tu veux ou tu veux pas.
Como vai você?
Actuellement, je been travaillé.
La famille jouit d'une bonne santé.
Bonjour madame, s'il vous plaît.
O que você vai querer?
Je veux deux brioches et un café au lait pour la journée. Pois agora j'ai du sommeil.
O que você quer?
Eu sei, je sais.
Laralaralalaralaralarala,
me encontre agora lá na esquina do hotel.
Laralaralalaralaralarala,
moi je serai toujours chez toi

“Relembrando que o nome da música é 'Aula de Francês'. Comment on dit ça en français, le titre ? - Cours de Français. Alors, vous savez, quand on étudie une langue étrangère, on fait des fautes ou parfois on ne sais pas très bien comment dire un mot, une phrase, une expression... C'est normal. Et la chanson exprime ça aussi. Mais nous, on va aider la chanteuse. Je vous ai apporté des fiches qui servent soit à corriger un mot, soit à donner une option d'expression en français pour le phrases qui sont en portugais.
 
 
Nas mesmas duplas, os alunos recebem algumas fichas que contém palavras ou expressões em francês para substituírem as que estão no texto original. Por exemplo, a dupla que tem a ficha com a palavra “fait”, precisa perceber que no primeiro verso “j'ai fais une chanson” o particípio passado do verbo faire se escreve com final t e não s. Além disso, os alunos são estimulados a darem uma explicação do porquê houve essa confusão (porque no presente, escrevemos “je fais”, mas no passé composé fica “j'ai fait”). Esse é um ponto interessante, porque os alunos são levados a pensarem a respeito da língua, não só relembrando regras gramaticais e expressões fixas, mas refletindo sobre a linha de pensamento do emissor e o contexto da mensagem. Após usarmos todas as fichas, escutamos uma última vez a música.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Como usar um blog em sala de aula?


         O uso do blog em sala de aula pode trazer mais dinamismo para a realização e apresentação de trabalhos, facilitar o dia-a-dia de professores e estudantes que têm no ambiente virtual uma espécie de arquivo de documentos, além de aproximar os alunos, que podem discutir idéias e opiniões sem que estejam no mesmo espaço físico e ao mesmo tempo. "É uma ferramenta incrível que auxilia os professores em suas atividades em sala, além de permitir uma maior exposição de seus conhecimentos para o público“, realmente é uma grande aliada dos professores no processo de ensino/aprendizagem.
          O professor pode utilizar o blog com seus alunos de duas formas, uma delas é criando um blog pessoal e estabelecer indiretamente um vinculo com seus alunos, ou seja, acessam quando tiverem vontade. Na segunda forma, o professor utiliza como complemento pedagógico realmente e atividade didática. Neste caso deixo algumas recomendações: (é claro que algumas servem para o blog pessoal também, mas outras são essenciais quando utilizadas dentro da instituição):

Peça autorização da direção da escola, pois o não conhecimento da escola e também dos pais, pode acarretar problemas legais para todos;
- Esteja sempre atento ao que está escrevendo;
- Não utilize o nome da escola ou logotipo, sem a devida autorização da instituição;
- Não publique fotos dos alunos sem pedir autorização dos pais e da escola;
- Insira a questão dos blogs em seu planejamento de aula;
- Nunca chame atenção de seus alunos no blog, isso pode repercutir muito mal;
- Deixe claro quando está falando (escrevendo) por você e pela escola;
- Estabeleça um código de condutas para seus alunos no próprio blog.
- Deixe claro o que pode ser feito com as publicações do seu blog. Pode ser copiado, editado, etc.

Explique para seus alunos
Liberdade com responsabilidade de expressão”. Mas justifique, seja convincente e mostre que mesmo que a Constituição Federal proteja este direito, também protege o direito à honra, à privacidade e à imagem e que o Código Civil, considera que comete ato ilícito que abusa de um direito;
O que é calúnia, injúria e difamação. Ensine que caluniar, injuriar ou  difamar alguém é crime e não importa se o fez pela internet, portanto, falar mal do amiguinho é errado.
- Deixe claro que sendo menor de idade, seus pais serão responsabilizados;
Só publique fotos de colegas se eles permitirem (aconselha-se a perguntarem aos pais);
- Ao publicarem uma obra, como poesia, letra de música, devem sempre      indicar o autor e quando possível, pedir sua autorização;
- Que não devem publicar informações pessoais, como endereço,  telefone, etc.
 -Ao abordar estas questões estaremos contribuindo não só para o mundo digital, mas também para a questão de cidadania em nossa sociedade.

QUE PODEMOS FAZER COM UM BLOG EM SALA DE AULA?

1-      Publicar material didático
2-      Estimular a auto-avaliação
3-      Socializar as produções de alunos/as
4-      Trabalhar de forma colaborativa entre alunos/docentes
5-       Organizar produções de cada aluno/a em pastas, álbuns, etc.
6-       Realizar o acompanhamento de um processo de crescimento e aprendizagem tanto do grupo como de cada elemento do mesmo
7-       Interagir com outros grupos
8-       Realizar provas/exercícios
9-       Estimular a participação utilizando diferentes linguagens
10- Aproximar-nos das publicações multimídias
11- Funcionar como espaço de experimentação na investigação-ação das nossas práticas
12- Favorecer os distintos papéis de um grupo e estimular a expressão de todos/as os/as elementos que o integram.
13-Organizar campanhas de difusão
14- Guiar, coordenar e moderar de forma virtual os trabalhos apresentados na turma.
15- Propor atividades lúdicas
16- Incentivar a construção de redes
17- Propiciar a aprendizagem colaborativa por meio de estratégias de     criação em equipas.
Entre outras…
                                                     Professora Marise Brandão 
                                                                                         *Sugestão de Diego Conte.



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O DIDACTIQUE ESTÁ ABERTO PARA NOVOS INTEGRANTES

Como foi mencionado na primeira postagem, esse site foi criado para divulgar as idéias, as propostas e as discussões da turma de letras da UFSC na disciplina de Didática. Porém...o semestre acabou e se faz necessário dar continuidade a esse desafio. Novos companheiros chegaram para fazer parte de novas reflexões. Agora na disciplina de Metodologia do Ensino de Francês.
Sejam bem-vindos.
Márcia.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

VOCÊ ENSINA, LOGO EXISTE.


Avaliar é uma faca de dois gumes, não apenas na educação, mas em todos os instantes de nossas vidas. Avaliamos, colocamos notas num processo de conhecer o outro, como também, pode ser um instrumento de seleção ou exclusão.
Na educação as consequências podem causar danos irreparáveis, como podem trazer estímulo à alcançar grandes objetivos. Quando se trata de interessar-se pela prática formativa da pessoa, o desejo é transformar a avaliação em um instrumento para que todos adquiram saber, e que deem continuidades após deixarem a escola. Assim, ela deve constituir uma oportunidade real de demostrar o que o sujeito sabe e como sabem. Desta maneira se faz necessário conhecer quais os procedimentos,  técnicas, métodos ou recursos  entre as disponíveis, para se conscientizar do que é uma boa aprendizagem e uma boa avaliação. Uma visão lucida e crítica de si é incontentável uma prova de solidez. A avaliação deve dar a capacidade aos alunos a se interrogarem, a se questionarem, ela deve ser uma avaliação-valorização.


A seguir um documentário francês, visando ilustrar esse tema: 

TRADUÇÃO:

Avaliando diferentemente.
Você ensina
Logo existe.
Você conhece essa curva?
Ela é a distribuição das alturas de seus alunos.
Essa curva lhe diz alguma coisa?
É a distribuição das notas de uma prova objetiva do começo do ano.
O que você tem a dizer dos alunos mais fracos? 
Permanecem fracos mesmos se vão à escola?
"Os resultados escolares devem logicamente ser paralelos às potencialidades dos sujeitos, concluímos que a distribuição das notas acontecem também segundo uma curva (normal)".(De Handsheere, 1976.
E se os professores dispusessem de instrumentos que permitisse melhorar seu ensino e aprendizagem individual ao invés de instrumentos que valorizam as diferenças individuais...
E se esses instrumentos já existissem? Mas, se eles demandassem práticas de avaliação... você os utilizaria?
E se nossa visão fosse uma outra forma de curva?
"Dentro de um paradigma de aprendizagem, as duas funções da avaliação são: ajudar a aprendizagem (contínua) e o reconhecimento de aquisição". ( Durand et Chouinard, 2006)
E se a avaliação sustentasse a aprendizagem e permitisse que cada aluno se desenvolvesse sem ser constantemente comparado ao grupo...
Quando foi sua última avaliação para verificar o nível de aprendizagem de seus alunos, ou para verificar seu próprio ensino?




Referências:
http://www.iteco.be/Pour-une-evaluation-valorisation
Mendes, J.M.A. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Porto Alegre: Artined Editora. 2002.


Évaluer différemment

terça-feira, 21 de junho de 2011

Novas Didáticas: Possibilidades de mudança.


A didática é a ciências que estuda as relações entre o objeto de estudo, o aluno e o professor, e ajuda a ensinar melhor cada um dos conteúdos escolares. As novas didáticas é o resultado de uma crítica das didáticas tradicionais, é a possibilidade a todos aqueles que não estão contentes com as formas clássicas do ensino e do trabalho escolar. Infelizmente as novas didáticas se trabalham pouco na formação de professores nas universidades e seu conhecimento deveria ser a verdadeira matéria-prima do trabalho do professor. Uns dos problemas da formação dos profissionais de educação é a questão da relação entre a teoria-prática. Estas não são objetos de preocupações só dos educadores. Contudo a relação teoria-prática, nos problemas e contradições da sociedade capitalista, privilegia a separação entre teoria e prática.
Novas didáticas no plural, porque não apenas o jeito de ensinar Geografia é diferente do de ensinar História, mas porque dentro da própria disciplina há formas mais eficientes de trabalhar cada conteúdo. As novas concepções de didáticas se fundamentam na memória social e cultural construídas pelas dimensões da história individual e social no qual a oralidade/diálogo é um instrumento de valorização.  A proposta das novas didáticas é vivenciar uma textualidade que fuja da oficial, que busque no alternativo uma relação diferente do professor/aluno, que problematizasse juntos a sua condição existencial, se valorizando mutuamente como sujeitos de sua destinação histórica.
Se na defesa das didáticas tradicionais citarmos que diante de novas estratégias os alunos detestam tarefas abertas, não aceitam as distribuições de tarefas (no lugar do professor), ou se recusam a inventar uma história no descrever um polígono ou não conseguem ser criativos, ou muitas vezes encontram dificuldades em compreender uma nova proposta; talvez porque estejam sempre sucumbidos às tarefas repetitivas e sem originalidade. Suponhamos, que no lugar de aprender matemática, química, física, geometria, história, geografia... Sentados diante de um quadro cheio de fórmulas, decorebas, de maneira tradicional; os alunos pudessem vivenciar a experiência dessa turma de 5ª série, de uma escola Waldorf no Chile. 
A Escola Giordano Bruno expõe em seu pátio a construção da casa (foto) construída por seus alunos. O objetivo centrado na aprendizagem da geometria, as formas planejadas sobre um plano. Na física, as inclinações da escada. Na geografia, a localização ideal da posição da construção. Em ciências, a composição do solo. A manufatura dos tijolos em barro e palha entra perfeitamente na educação física. Na química, a composição da argila, sua aglomeração e ponto de ligamento. Quanto às aulas de artes, são ocupadas em definir a forma (dentro do conceito de uma arquitetura orgânica) e as cores da casa. A matemática auxilia na contagem de tijolos, nos cálculos das paredes, altura e distâncias necessárias. 
Aqui temos um exemplo onde a teoria e a prática dialogam. E o professor, sendo responsável em provocar e facilitar a reconstrução do conhecimento, também participa na construção, não só da obra como também do processo de aprendizagem. Assim, o professor deveria conhecer as “estratégias dos alunos” quanto ao resistir a uma nova didática e colaborar com as possibilidades de mudança. Afinal, segundo as palavras de Dewey "ninguém é capaz de pensar em alguma coisa sem experiência e informação sobre ela", se queremos "pensar" sobre alguma coisa, temos de ter a experiência e a informação sobre ela.

        Fotos de autoria (Márcia Bioni).

            Referências:
http://www.webartigos.com/articles/25388/1/Rumo-a-uma-Nova-                                           Didatica/pagina1.html#ixzz1PwS9xQsu
Práticas Pedagógicas, profissão docente e formação- Perspectivas Sociológicas. Perrenoud, P.





quinta-feira, 9 de junho de 2011

Você pediu um exemplo de TRANSDISCIPLINARIDADE? A PEDAGOGIA WALDORF


Termo originalmente criado por Piaget, que no I seminário Internacional sobre pluri e interdisciplinaridade, realizado na Universidade de Nice, em 1970. Procura uma interação máxima entre as disciplinas, porém respeitando suas individualidades, onde cada uma colabora para uma saber comum, o mais completo possível, sem transformá-las em uma única disciplina. A transdisciplinaridade não significa apenas que as disciplinas colaboram entre si, mas significa também que existe um pensamento organizador que ultrapassa as próprias disciplinas. Esse pensamento, aqui exemplificado, é a Pedagogia Waldorf.


Pedagogia Waldorf   Uma nova visão na área da educação
                                  Admiração pela antiga civilização grega
                                  Novas formas para a humanidade

Espírito criador - não religioso, não político
                           - o ativo
                           -o criador

Qual é o objetivo ou propósito da educação?
R: Formar cidadãos adeptos, fiéis ou partidários de determinada orientação.

O Professor:  Eu como adulto, como professor, tenho de fazer à frente de uma criança que, através do nascimento, entra no mundo, para que ela possa realizar tudo o que trás consigo como faculdades inatas e que determinarão seu destino?

Aspectos da alma      O querer (a vontade)
                                   O sentir (a sensibilidade)
                                   O pensar (o pensamento)

EDUCAR >Conceber o ser humano em sua integridade    CORPO
                                                                                          ALMA
                                                                                          ESPÍRITO    

COMO APRENDEM é mais importante>influi por toda vida    

O social, a família, o professor > destino (primeira manifestação do espírito)
O professor<destino>aluno
           O aluno transformar o entusiasmo pelo brinquedo
     o entusiasmo pelo estudo
     o prazer na brincadeira pelo prazer na aprendizagem                             

A aula=obra de arte: tensão, inquietude, relaxamento, clímax, prólogo, epílogo.

A Antroposofia, do grego "conhecimento do ser humano", introduzida no início do século XX pelo austríaco Rudolf Steiner, pode ser caracterizada como um método de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que amplia o conhecimento obtido pelo método científico convencional, bem como a sua aplicação em praticamente todas as áreas da vida humana. O índice da home page deste site (em
www.sab.org.br) dá uma idéia dessas áreas e da abrangência da Antroposofia.

Los Caracoles, Pedagogía Waldorf / parte I

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Procurando um caminho para o ensino-aprendizagem/ LÍNGUA FRANCESA

Na postagem anterior foi inserida uma animação musical para ilustrar o texto a seguir.  Inclusive, outros, que se encontram características culturais do povo francês, estereótipos bem divertidos dos costumes e personagens célebres da França.
Em busca de um caminho para solucionar as dificuldades encontradas no ensino de língua estrangeira, no caso a língua francesa em escolas públicas no Brasil; e na tentativa de impulsionar a valorização desta, foi realizado um trabalho em uma escola que se prontificou a formação prazerosa dos conceitos de ensino e cultura francesa.
O primeiro passo foi reconhecer a qualidades e valia enquanto instrumentos de aprendizado cultural e social, dando ênfase à cultura francófona. E através de palestras, aspectos da civilização foram mostrados a França como berço das artes. E mais, dos “galicismos” presentes no vocabulário da língua portuguesa e realizado pesquisas históricas francesa no sul do país. Foram trabalhados recortes sociais das influências dessa cultura em nossa sociedade, sempre paralelo aos fatos reais da vida escolar. Como, por exemplo, o cardápio da merenda e aulas semanais em sala de aula ilustradas aos pais em forma de coral, teatro, cartazes... Conciliando conceitos didáticos no ensino da língua estrangeira.
Afinal, concluiu-se que as dificuldades encontradas a princípio foram superadas. A língua francesa vista como uma língua inferior, em relação à língua inglesa, sem lugar no universo escolar, está viva e merece ser valorizada dentro de um contexto cultura. O trabalho cumpriu seu objetivo e trouxe uma nova realidade para o ensino de línguas estrangeiras.

Referência: Schneider, Jefferson da Silva. Licenciando em Letras( Português- Francês) pela FURGS.
Francês Língua Estrangeira: Formação e ação na busca de motivar o ensino de L.E.


                                                                                                                http://youtu.be/fdIxB_JZYfA




Cliché (versión francesa) subtitulado en español

quinta-feira, 19 de maio de 2011

les petits poissons

Palavras chaves: Aprendizagem, música, língua estrangeira.



      Na possibilidade de divulgar a música como colaboradora no ensino/aprendizagem de línguas, justifico que com a mesma facilidade que os jovens aprendem uma língua estrangeira, eles esquecem. Com exceção das canções.
       A música auxilia muito no desenvolvimento da fala. Na infância o balbuciar musical, em seguida o “maternês” utilizado pelos pais, linguagem afetiva e emotiva.  Inclusive as canções substituem as necessidades afetivas dos jovens e adultos.
    Segundo Piaget (1923) o cantar é como uma linguagem egocêntrica, na qual as crianças conversam, com um pequeno interesse para o destinatário, que por sua vez vai repetir. Para Krashem (1985) essa repetição involuntária pode ser a manifestação do “processo de aquisição da língua” de Chomsky, função do cérebro para nos habilitar à compreensão. Talvez por isso que as crianças aprendem as canções tão facilmente.
    As canções, por mais simples que sejam se encontra uma grande complexidade lexical, sintática e poética, úteis em sala de aula. Embora muitos professores discordem.
     Enfim, a música pode ser um recurso de grande valia no ensino/aprendizagem de línguas, pois auxilia a exteriorizar a linguagem do aluno, como também a motivar a aprendizagem.
 http://www.youtube.com/watch?v=ed8wmCXTHRo&feature=player_embedded